Deambulações Peremptórias

O local onde descarrego o carrego que vai em mim (ou não).

12 abril 2008

Anos, tantos!

De quê? De mim? De trabalho? O que é alguém, de mim sem isso? E se pensarmos bem, o que seria de nós sem isso. Uns dirão incompletos, chateados. Eu diria feliz.

Não porque dedique a uma causa quinze dos meus anos, sim porque vejo uma causa tão ténue, porque eu encontro um resultado tão pouco concentrado.

Cada vez mais penso o que seria de mim apenas com aquilo que me seria estritamente essencial. E a resposta teima em ser cada vez mais a mesma: feliz.

Terei eu essa felicidade?

Outra vez

Porquê? Pergunta mais óbvia. Resposta menos óbvia.

Sentimentos que vão, regressam e provavelmente tornam a partir. Eu continuo. Sem partir por agora.

04 março 2007

Fim

É com enorme prazer que venho desta maneira anunciar que não voltarei a escrever neste blog. Durante pouco mais de um ano (meu Deus, como o tempo passa...) aqui expus basicamente o que me ia na alma. Foi um exercício muito interessante mas... redescobri as minhas origens. Em breve vão haver novidades quanto a projectos da minha parte e é com bastante alegria que digo que foi um prazer fazer parte deste blog. Foi um projecto que me marcou e me fez puxar por outro eu, outro eu que necessitou de se exprimir, dar à luz!

A emissão segue dentro de momentos...

03 janeiro 2007

Porquê?

Hoje aconteceu-me algo que nunca tinha vivido. Já me tinham contado como era e do quão mal que nos fazia sentir. Mas eu desdramatiza ou simplesmente ignorava. Hoje este sentimento colou-se a mim, qual surto de tuberculose na Trafaria! Pus em causa o porquê de tanto sacrifício. Será que vale a pena? Vá, esta questão não a cheguei a pôr, nunca pus isso em causa (caso contrário já não levava esta vida por diante há muito tempo). Porém as forças tendem a desvanecerem-se. Esfumarem-se qual manhã fria de Inverno. Mas eu quero é o Verão!! Quero acordar sem pressões horárias, sem pressões de matéria, género ou substância. Quero ser feliz. Sou em boa medida feliz, mas preciso também de tempo para mim. Um pouquinho de tempo para mim! Será que posso? Quero 'possas!

21 dezembro 2006

Frio

Que me aquece, me aconchega, me desfaz e me abraça. O vento gélido sopra mais ou menos quente, bem quente. Quentinho. Não deixo de ter frio enquanto este calor me aquecer. E não deixo de querer este frio, enquanto este me aquecer. Inverno, não partas sem me queimar todo por mim dentro.