Deambulações Peremptórias

O local onde descarrego o carrego que vai em mim (ou não).

24 março 2006

Cálculo?

Nunca passei por esta situação e talvez por isso me cause tanto espanto e admiração. Já fui para testes sem ter estudado e já fui para testes sem ter estudado muito. Mas se assim o fiz, tinha porém a perfeita noção que não iria ser por isso que viria a ter um pior resultado. Só mesmo por preguiça.
Desta vez não foi só a preguiça. É a preguiça e o atrofio da mente. A minha mente tem vindo a atrofiar gradualmente (se é que alguma vez assim não tivesse estado). A minha nota vai andar na vizinhança de 0 (eis aqui uma das aplicações da matéria) e se tal não acontecer, deve-se exclusivamente a um ou mais "tiros de sorte", que contundo não espero que venham a surgir.
E não querendo de qualquer forma justificar o meu resultado com a dificuldade de tal abominação, deixo aqui claro que "Cálculo" é a junção de dois belos mundos compostos por Análise Matemática 1 e Análise Matemática 2.

13 março 2006

Primavera

Os seus tempos estão a chegar. Ontem surgiu tímida e hoje começou-se a impôr. Já não preciso de levar os meus pesados blusões para as duras caminhadas. E cada vez mais duras que elas são. O cansaço apodera-se de mim numa segunda-feira como se andasse nesta vida há anos e anos seguidos. Os meus primeiros pensamentos de segunda-feira são de "quando é que começa sexta?". Não por uma preguiça injustificada, mas por saber a vida que tenho, o horário que tenho e tudo aquilo que tenho e o que não tenho e que passo a ter. "Vida Malvada" chamamos-lhe nós.

11 março 2006

Números

Os numeros que insistem em me preseguir na minha mente. Por mais que os queira largar eles não deixam que tal aconteça. Mas ao mesmo tempo sou eu que vou à procura deles (afinal de contas quem me manda a mim estar numa "Faculdade de Economia"?). Resultado: se é isto mesmo que quero seguir, tenho que, apesar de não ser do meu gosto e agrado os seguir da maesma forma que eles me seguem. Seguimos relativamente juntos então. E se assim é há que arranjar motivação para andar junto deles e não os deixar fugir, para bem não só do meu presente como do meu futuro. Hoje andei a pé como já não andava há uns bons tempos (eis aqui evidente a minha intenção de não fazer parágrafos). Avizinha-se (mais uma) semana de trabalho. Longa. Com muitas muitas horas. Sem descanso, Já não me sento no meu sofá há uns bons dias. E que bem ele sabe. Vou então tentar descansar. Do cansaço que se aproxima.

02 março 2006

Português

Sou Português com muito orgulho. Dou muitas graças aos meus pais e há sorte que tenho em ser Português de Portugal. Não trocava o meu país por nada deste Mundo. E como tal, julgo que tenho obrigação em saber ler, escrever e falar a lingua maioritariamente no meu país. E penso que, modéstia à parte, o consigo fazer de forma razoável. Sempre foi essa uma das minhas prioridades desde há uns anos a esta parte.
Não me arrependo disso. Porém com isso outras prioridades foram postas de lado, como foi o caso da aprendizagem da língua inglesa. Fui realmente bom no domínio desta língua no 2º ciclo (as notas máximas aí atingidas assim o indicam). Mas, o sistema educacional do nosso país como em tantas outras coisas apresenta ainda alguma deficiências. No início do terceiro ciclo do Ensino Básico tive como professora (já não estou habituado a utilizar este termo) era estagiária... Erro crasso diria eu para uma turma do 7.º ano, por volta da idade de 12, a pior idade de se aturar diria eu. A rapariga (que era isso que ela era, apesar de ter algumas dúvidas dado o seu especto físico e o seu nome de... Mónia (e não Mónica como pudessem pensar)) não tinha aptidões para tal e aí o interesse pelo Inglês quase que desapareceu. A partir daí tive sempre notas a rondar os 60% ou 12 no Secundário. E tais efeitos que se poderiam dizer longínquos ainda hoje sortem o seu efeito. Ainda hoje não tenho aptidão para o Inglês. Consegui fazer parte de uma elite na minha Faculdade que "não detêm os conhecimentos básicos ao nível da Língua Inglesa". O que foi descrito até pode ser considerado como desculpa, até entendo que o digam e de certo modo concordo. Mas por causa disso ou de qualquer outra coisa, hoje pago ainda com mais 9 horas no horário o facto de ter tido uma "má" professora de Inglês no 7.º ano.

(este foi o primeiro parágrafo que fiz neste blog). Peço também desculpa por este blog se estar a tornar um espaço "demasiado pessoal". Peço desculpa mas ultimamente tem sido das poucas formas das quais consigo exorcizar as "pequenas coisas" que fazem o meu dia-a-dia. Obrigado