In Jornal PÚBLICO
Metro Sul do Tejo entrará em funcionamento em 2008
27.06.2006 - 12h12 Lusa
No encontro, que reuniu pouco mais de 50 pessoas, moradores e comerciantes manifestaram-se preocupados com os atrasos, custos acrescidos e segurança da empreitada, bem como com a falta de estacionamento para automóveis e bicicletas e com os prejuízos no negócio decorrentes da demora dos trabalhos.
De acordo com o novo responsável da Equipa de Missão, Marco Aurélio, empossado há três meses, o metro poderá começar a funcionar parcialmente entre Corroios (Seixal) e Cova da Piedade (Almada) no primeiro trimestre de 2007 e entre Corroios e Monte de Caparica (Almada) no segundo trimestre do mesmo ano.
A rede poderá ficar operacional, na totalidade, com a ligação a Cacilhas (Almada) no primeiro trimestre de 2008, adiantou.
A primeira fase da rede do eléctrico, mais conhecido por Metro Sul do Tejo, devia ter entrado em funcionamento em Dezembro do ano passado. Mas um desentendimento, em vias de ser resolvido, entre o município de Almada (CDU) e o Governo sobre a cedência de terrenos no centro da cidade tem protelado a empreitada.
Recentemente, a concessionária Metro Transportes do Sul, responsável pela construção e exploração do eléctrico, avançou que as linhas ficariam todas operacionais em Novembro de 2007 e que o serviço poderia começar já a funcionar entre Corroios e a Cova da Piedade no fim deste ano.
Marco Aurélio justificou os novos prazos, já acordados entre Governo, comissão de acompanhamento da renegociação do contrato de concessão e empresa, alegando impossibilidade de recrutamento e formação pessoal até ao fim do ano e o previsível decurso das obras no centro da cidade de Almada em 2007.
O encarregado da Equipa de Missão do Metro Sul do Tejo admitiu que estas datas poderão ainda sofrer "alguns ajustes" na renegociação do contrato de concessão em curso, que irá também definir os novos custos da obra, inicialmente estimados em 320 milhões de euros.
Segundo o responsável, a localização do novo interface de transportes de Cacilhas, que inclui o metro, e a construção e gestão dos parques de estacionamento automóvel dissuasores, que têm estado na origem do diferendo entre a Câmara de Almada e o Governo, "estão a ser estudadas" nos termos da mesma renegociação.
Respondendo às preocupações de moradores e comerciantes, Marco Aurélio referiu que "não estão previstas indemnizações para os comerciantes" por eventuais prejuízos causados pelas obras e manifestou-se "tranquilo" quanto à segurança da empreitada.
Uma recente denúncia de alegadas irregularidades na obra levou o Ministério Público a abrir um processo-crime contra a Metro Transportes do Sul.
A propósito desta notícia, mostro-vos a seguinte fotografia tirada em Abril de 2005 (há pouco mais de um ano):

E penso que o artigo e a imagem falam por si...
