Deambulações Peremptórias

O local onde descarrego o carrego que vai em mim (ou não).

10 setembro 2006

"...um contentamento descontente..."

Há muito que não escrevo no blog (tenho andado algo ausente), pelo que é altura de, num mero acto egoísta e desmedido, de escrever sobre aquilo que basicamente me apetece.
Em relação ao post anterior, está tudo resolvido. Voltei à "normalidade" dos meus dias.
No que diz respeito ao que me traz hoje à escrita, venho hoje falar sobre uma "panca" que tenho desde há muitos muitos anos a esta parte que tem por nome FÓRMULA 1. E tal "panca" começou faz hoje curiosamente 11 anos. Recordo-me há muito muito tempo de ver um Grande-Prémio (também ele o Grande-Prémio de Itália), recordo-me principalmente da Variante Ascari, curva que a partir dessa data me ficou marcada na memória. Foi nesse mesmo dia (no Grande-Prémio ganho por Johnny Herbert) que vi, mais "a sério" a Fórmula 1. Foi o meu primeiro Grande-Prémio enquanto espectador (tinha eu portanto... 8 anos). E desde então a minha paixão não parou de crescer.
Tal como acontece com quase todos os desportos, cada pessoa tem o seu "favorito". E foi nesse mesmo dia que escolhi o meu. Talvez por ser tão novo (e quando somos crianças temos quase sempre a tendência de ser "de quem ganha", isso pelo menos aconteceu comigo), escolhi como o meu "eleito" o Campeão do Mundo da altura, que conhecia por essa altura simplesmente por... Schumacher, que não terminou essa prova e era "colega de equipa" de Herbert (tempos ídos aqueles em que só se tratava os pilotos pelo apelido).
Foi também por essa altura ao que me recordo que Schumacher decidiu deixar a Benetton-Renault da altura (pois estava em fim de contrato), para assinar com a Ferrari (equipa na qual ainda se mantém).
Mais tarde apercebi-me que "o" Schumacher não era bem-amado em Portugal. Contaram-me sobre a sua suposta arrogância aquando da morte de Senna. Não quis saber. Escolhi aquele "preferido" que mantenho até hoje.
Não sei o que me despertou de tão grande na Fórmula 1. Ao contrário de outras famílias, o meu pai não é nem nunca foi pessoa para ver um Grande-Prémio desta disciplina. Via o Rally de Portugal quando este passava junto da terra onde nasceu, e era o mais "automobilistico" que sabia ser, dado que nunca sequer tirou a carta.
A partir então dessa altura lembro me alguns momentos que me ficaram gravados: o Grande-Prémio de Portugal de 95 ganho por Coulthard, o Grande-Prémio de Portugal de 96 ganho por Villeneuve (que ultrapassou Schumacher por fora na lendária e looonga parabólica do Estoril), lembro-me do Grande-Prémio em Jerez no qual Villeneuve ganhou o título a Schumacher (Grande-Prémio esse no qual Schumacher evidenciou, como o fizera várias vezes na carreira uma alegada falta de "desportivismo"). Lembro-me da hecatombe de Spa em 1998 (houve um acidente com 13 carros após La Source) e houve Schumacher a "enfiar-se pela traseira de Coulthard adentro, que ia dando em pancadaria). Lembro-me de Silverstone de 99 onde Schumacher teve um aparotoso acidente que deu numa perna partida. Lembro-me que foi Mika Salo que substituiu Schumacher durante meia-época. Lembro-me que depois de Herbert na Ferrari, teve como companheiros Irvine, Barrichello e Massa. Lembro-me dos seus títulos. Lembro-me de acordar a meio da madrugada para ver Grandes-Prémios. Lembro-me de ver o Schumacher desistir em Suzuka em 98 quando largou de último lugar, após ter abortado a largada e recuperou até ao terceiro lugar. Lembro-me de tantos e tantos outros momentos. Penso que me lembro inclusivamente melhor de todos estes anos de Fórmula 1 do que do resto da minha vida (!).
Porém, hoje, dia 10 de Setembro de 2006, Schumacher anunciou que vai "pendurar as botas" no final da presente temporada. Enquanto fã, compreendo os motivos que o fazem abandonar a Fórmula 1, porém não totalmente convencido disso, julgo que só me vou aperceber realmente disso após o Grande-Prémio do Brasil em princípio.
Não é fácil para mim enquanto fã, ver a Fórmula 1 "sem" Schumacher. É estranho. É algo vazio. Não sei explicar. Tenho sérias dúvidas que volte a ter tanta afeição por outro piloto como tive com Schumacher. Com ele "cresci, aprendi, amei!" a ver a Fórmula 1. Resta-me pouco mais de um mês (em princípio) para ver as últimas 3 provas de Schumacher nesta categoria, com a íntima esperança que consiga o seu oitavo campeonato e com aquela sensação estúpida (digo isto porque ele já tem 37 anos) de que, um dia, ele poderia voltar. E eu, enquanto puder, ficarei aqui, no meu canto, à espera desse momento.

3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse:

gostei...=)

bjo0o *

8:02 p.m.  
Blogger João Daniel disse:

F1 rocks!!!!!
O "bichinho" da Fórmula 1 despertou em mim corria o ano de 1993, ano em que o Senna passeou em pista e fo campeão, e foi com sua morte que me tornei aficcionado do desporto (não sei porque), ele foi meu grande ídolo, devido a sua presença dentro e fora das pistas, mas depois tornei-me um fã de Schumacher, pelo seu talento, mas também pela sua determinação em vencer (por vezes levada ao extremo).
abraço [][]

12:07 p.m.  
Blogger LiMpA_ViAs disse:

ainda nem tinha lido este post!

pendurou as xuteiras o shumi?

11:45 a.m.  

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